Quem mora em apartamento sabe que apesar de o imóvel ser próprio, o prédio não é. Na verdade, quem mora em apartamento possui uma parte de um todo e divide a área comum (corredores, elevadores, pátio, por exemplo) com outros moradores.

Esse sistema denominado condomínio é a junção das partes que pertence a cada morador. Por ser um sistema tão complexo, o condomínio necessita que alguém o administre.

De maneira geral, existe uma votação para eleger uma pessoa como síndico, esta pessoa pode ser condômina ou não. O síndico já tem muitas atribuições pessoais, agora imagine ter que se preocupar com as finanças, segurança, manutenção, compras e arrecadação de todo o condomínio?

É para solucionar este problema que existem administradores de condomínio.

Pessoas físicas precisam ser credenciadas no CRA para administrar condomínio?

Se a pessoa física a que se refere a questão for a do síndico, não.

Um síndico não precisa ser um Administrador formado e credenciado no Conselho Regional de Administração (CRA). Embora ele tenha que lidar com questões administrativas, financeiras e até jurídicas, não há regulamentação nessa questão.

Mas imagine o quanto é difícil para um síndico, leigo na área, administrar um condomínio sozinho.

Por isso, em assembleia o síndico pode propor a terceirização do serviço de administração do condomínio e delegar as responsabilidades para quem é especialista no assunto.

Isso não quer dizer que o síndico não terá atribuições, pelo contrário, o síndico também fica responsável por controlar, verificando se o trabalho está sendo desempenhado de forma satisfatória.

Administradoras de condomínio devem possuir registro no CRA?

Sim, de acordo com o Acórdão nº 1/2011 do Conselho Federal de Administração (CFA) em reafirmação do Parecer Técnico CTE nº01/2008, é obrigatório o registro de empresas de Administração de Condomínios no respectivo CRA do estado em que atua, porque prestam serviços da área da administração – tais como: administração de recursos humanos, materiais e financeiros.

Mas, para uma administradora de condomínios se registrar, ela precisa possuir um Responsável Técnico que seja Administrador, e também possua registro no Conselho Regional de Administração (CRA).

O Administrador é o profissional indicado para o desempenho das atividades de gestão de um condomínio e não corretoras imobiliárias, que chegaram a atuar na área há um tempo.

Um administrador sabe Administrar assim como um médico sabe tratar um paciente. Ninguém quando está doente vai ao mecânico em vez de ir ao médico.

Quais as garantias ao síndico quando existe um Responsável Técnico credenciado?

O grande diferencial está nessa questão. Já foi dito que o Administrador é o profissional habilitado para fazer gestão e desempenhar todas as atividades administrativas as quais têm conhecimento para realizar.

Além disso, o profissional e empresa credenciados no CRA devem obedecer ao código de ética da profissão. Eles ficam sujeitos à fiscalização e regulamentação do órgão normativo, o CRA.

Portanto, se forem encontrados problemas em relação ao exercício das atividades da empresa ou do Responsável Técnico, o Conselho poderá julgar eticamente e até suspender e cassar a habilitação profissional.

Dessa maneira, existindo problemas posteriores e reclamatórias judiciais o síndico pode recorrer ao apoio do Conselho Regional de Administração.

União Social Administração de Condomínios

    2 replies to "Para administrar condomínio a pessoa deve ser credenciada no CRA?"

    • humberto andrade gonçalves

      Muito boa a matéria, e mais uma vez parabéns pelo conteúdo, e também pela visão sistêmica dos assuntos, que tem abordado nas sua publicações.

      Em sintonia com este tema – temos em nosso condomínio um funcionário, que o ocupa a função de “GESTOR PREDIAL”.

      Essa função existe na lista de empregados de um condomínio ? Se sim quais as suas atribuições, e competências? Se não quais as implicações dessa nomenclatura de cargo ?

      • Nélio Domingues

        Prezado Humberto,

        se a função de Gestor Predial faz parte de função reconhecida ou não , isto vai variar de estado para estado, em função das convenções coletivas assinadas entre os sindicatos laborais e dos empregados…

        É preciso consultar isto, conforme o seu estado de origem.

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